HISTÓRIA DO SINDICATO DOS NUTRICIONISTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

A criação do Sindicado dos nutricionistas do Estado do Rio de Janeiro é a expressão de uma tomada de consciência de um grupo de Nutricionistas, com o objetivo criar um instrumento de luta reivindicativa para a categoria.

A conquista do Sindicato não é um fato isolado, muito pelo contrário, é reflexo de um período da história recente do País, no qual vivemos uma retomada do movimento sindical brasileiro, após o fim da Ditadura Empresarial Militar, período de intensa mobilização da Luta Popular, na busca pela democracia e por profundas mudanças no plano econômico e social.

Anteriormente, em 1972 foi fundada a APNERG (ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS NUTRICIONISTAS DO ESTADO DA GUANABARA), por um grupo de jovens Nutricionistas que, reunidos com a direção da antiga ABN (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTRICIONISTAS) decidiram criar uma comissão pró-associação profissional dos Nutricionistas.

Em 1978, com a fusão, a APNEG amplia sua representação para o Estado do Rio de Janeiro, passando a denominar-se Associação Profissional do Estado do Rio de Janeiro – APNERJ.

Com a criação do Conselho Regional de Nutricionistas – CRN, em 1980, e a sua estruturação em 1981, a maioria da categoria passou a estar registrada no CRN. Tínhamos então um levantamento preciso do total de profissionais do Estado.

Em 1984, oficializa-se o SINERJ. A solenidade de entrega da Carta Sindical, realizada em 05/09/84, foi um marco na história da nossa categoria. Não teríamos chegado a este momento tão importante para nossa categoria se não fosse o esforço e a dedicação de inúmeros companheiros de dentro e de fora da nossa categoria. O Sindicato não foi apenas criado, ele faz parte de cada um de nós.

Depois de enfrentar todo o burocratismo que o Velho estado brasileiro impõe aos Sindicatos de Trabalhadores, por meio das exigências de tutela estatal representadas pelas normativas do Ministério do Trabalho e Emprego.

Que em meados do século XX, foram decretadas pelo então Presidente Getúlio Vargas, numa clara tentativa de domesticar a combatividade dos Sindicatos atuantes neste momento histórico, tornando-os vinculados ao velho Estado brasileiro.

Velho Estado este, representante fiel de grandes empresários, latifundiários e banqueiros que, historicamente, não passa em derivação geral de um comitê de negócios destas Classes de grandes proprietários que enriqueceram por meio do parasitismo deste mesmo estado, e da exploração e opressão sobre o povo.

Essa vinculação dos Sindicatos à decadente burocracia estatal, nas últimas décadas tem levado a maioria dos sindicatos às atuações pautadas por reuniões de gabinetes, em detrimento do acúmulo de forças coletivas pela base, o que tem gerado uma bancarrota do papel principal de entidades da Classe Trabalhadora.

Qual seja, de forma independente de governos e patrões, classista e combativa, fazer a Luta Econômica Reivindicativa de sua base de representação; dirigida e articulada à Luta Política do conjunto da Classe Trabalhadora. Por uma profunda transformação social que combata as causas de tanta exploração e opressão aos Trabalhadores em geral, inclui-se aí Trabalhadores Nutricionistas.

Pois, essas situações nos são comuns, e inerentes à velha estrutura econômica e social do país, na condição de semi-colônia frente aos interesses do Imperialismo na Geopolítica Internacional, e da Burguesia nacional serviçais destes interesses; o que impacta sobremaneira na vida real do povo.

Nessa conjuntura, não nos resta alternativa, senão lutar pelo é nosso por direito! Juntos somos fortes!

REFERÊNCIAS:

ALVES, G. O Novo (e precário) mundo do Trabalho: reestruturação produtiva e crise no Sindicalismo. São Paulo. Boitempo, 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO – ABN. Histórico do Nutricionista no Brasil, 1939 a 1989: Coletânea de depoimentos e documentos. São Paulo: Atheneu, 1991.

LIGA OPERÁRIA. TEXTOS DO SITE OFICIAL.

MARX, K. Contribuição à Crítica da Economia Política, Tradução de Florestan Fernandes.São Paulo: Expressão Popular. 2007.

MARX, K. Manuscritos Econômico-Filosóficos. Tradução de Jesus Ranieri.São Paulo: Boitempo Editorial, 2006.